(Mário Quintana)

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domingo, 2 de janeiro de 2011

No Camarim da Vida

© Walmir Lima
No Camarim da Vida

Perceber-se
No espelho
É como lavar
O rosto
Dia a dia
Para retirar
A maquilagem
E remover
A pintura
Revelando
Aos poucos
As marcas
Do tempo
Que afloram
Desnudas
Por debaixo
Do semblante
Sorridente
Do palhaço
.

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9 Comentários:

Blogger maria cleia disse...

lindo e verdadeiro...um ano cheio de amor e luz à você...bjs...cléia

3 de janeiro de 2011 10:58  
Anonymous Anônimo disse...

Walmir,
Você retrata a verdade, nua e crua, como poucos! Muito bonito o poema.
Feliz Ano Novo, muita luz, paz e amor.
Beijos
Paquita

3 de janeiro de 2011 11:13  
Blogger Walmir Lima disse...

Maria Cleia,

Grato pela visita e pelos votos carinhosos que retribuo com a você e a todos os seus familiares e entes queridos.

Um beijo,

Walmir

4 de janeiro de 2011 00:52  
Blogger Walmir Lima disse...

Paquita,

Feliz Ano Novo!

A figura do Palhaço, para mim, é uma figura cheia de simbolismos.

É a personagem que bem representa nossa vida - que faz sorrir, na maioria das vezes, querendo chorar.

E, por debaixo da "pintura", que nós mesmos fazemos, reserva a realidade, nua e crua, que só o "espelho" da nossa vida revela.

Um beijo,

Walmir

4 de janeiro de 2011 01:13  
Blogger A.Tapadinhas disse...

Escreveu Eça de Queiroz: "Sobre a nudez crua da verdade, o manto diáfano da fantasia".

Gloriosas palavras no seu poema, em que as rugas do tempo afloram a etérea face do palhaço, sempre sorridente...

Esperemos que este ano nos traga motivos para sorrir...

...de verdade

...sem mantos

...mesmo diáfanos!

Abraço,
António

5 de janeiro de 2011 15:07  
Blogger Anne M. Moor disse...

E o tornam autÊntico!

beijão Walmir, voltei :-)

5 de janeiro de 2011 21:43  
Anonymous Jorge Lemos disse...

Walmir

Vi-me!
O camarim plantado
sobre rodas de um reboque
mascara sendo arrancada
a contra-gosto
Perdi-me
entre os risos
das crianças
e apulpos
de corações emperdenidos

Foi o velho Piolim
que me disse um dia
"A mascara que uso
traduz o sonho
de um dia
alegrar meu peito

é sempre duro carregar
um amor desfeito


Belo momento o seu

Abraços

Lemos

6 de janeiro de 2011 11:13  
Blogger ana disse...

Todos llevamos una máscara puesta, tanto si es como de payaso como de cualquier otra cosa, el caso es disimular aquello que de otra manera nos delataría dejándonos expuestos a los demás y claro, eso no nos gusta porque nos hace vulnerables. Nos expone al
dolor. Y cuánto tememos al dolor! y mucho más a que se nos note!
Un bonito poema, hecho con amor. Hurra por las palabras que siempre tienen ganas de salir, ganas de mostrarse como son, no ganas de esconderse detrás de una máscara.
Un beso gauche Walmir,
ana

12 de janeiro de 2011 04:41  
Blogger Ava disse...

Walmir, no camarim da vida, as vezes falta maquiagem para nos camuflar, e assim enfrentá-la...

É triste saber que precisamos fingir de palhaços, para que ninguém veja nossas lágrimas...

´Triste, mas tão real!


Um beijo carinhoso.

23 de janeiro de 2011 11:02  


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9 Comentários:

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