(Mário Quintana)

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sábado, 24 de janeiro de 2009

Per Crucem Ad Lucem

© Walmir Lima



Nenhum de nós pode escolher as coisas que nos acontecem - algumas boas outras más - mas todos podemos escolher nossa resposta às coisas que nos acontecem.

Essa vida tem sido uma travessia difícil e, muitas vezes, bem penosa. Muita injustiça, muita injúria e incompreensão.

Ao longo dela busquei sabedoria, explicações, evolução. Jovem ainda busquei no oculto a luz para enxergar o que não via. Pratiquei ritos e experimentos. Bem o sabem Jorge e Ernesto o quão fundo neles fomos.

Na verdade, a vida inteira foi e tem sido o próprio “experimento” - um belo e profundo experimento.

Hoje, já com o corpo e a alma cansados de buscas e frustrações, lembro e restauro em mim os ensinamentos dos Kahunas, antigos polinésios cujo credo, por princípio, consistia em “não fazer o mal a ninguém”, onde encontrei, há tempos, a palavra de conforto para essa alma inquieta, aflita, e quase irremediavelmente insatisfeita - a palavra da compreensão - na palavra amiga e amadurecida do PERDÃO, assim, em forma de oração...

Buscando eliminar todos os bloqueios que atrapalham minha evolução, dedicarei alguns minutos para perdoar.

A partir deste momento, eu perdôo todas as pessoas que de alguma forma me ofenderam, me injuriaram, me prejudicaram ou me causaram dificuldades desnecessárias.

Perdôo, sinceramente, quem me rejeitou, me odiou, me abandonou, me traiu, me ridicularizou, me humilhou, me amedrontou, me iludiu.

Perdôo, especialmente, quem me provocou até que eu perdesse a paciência e reagisse violentamente, para depois me fazer sentir vergonha, remorso e culpa inadequada.

Reconheço que também fui responsável pelas agressões que recebi, pois, várias vezes, confiei em indivíduos negativos e permiti que, com sua inveja, me fizessem de bobo e descarregassem sobre mim seu mau caráter.

Por longos anos suportei, perdendo tempo e energia, na tentativa inútil de conseguir um bom relacionamento com essas criaturas.

Já estou livre da necessidade ou da obrigação de conviver com indivíduos e ambientes tóxicos. Me concentrarei, cada vez mais,em buscar a companhia de gente amiga, sadia e competente, que queira compartilhar sentimentos nobres, enquanto trabalhamos pelo nosso progresso comum.

Quando me lembrar das pessoas que me fizeram sofrer, procurarei valorizar suas boas qualidades.

Se por acaso pensar nelas, lembrarei que já estão perdoadas e descartadas de minha vida íntima definitivamente.

Agradeço pelas dificuldades que essas pessoas me causaram, pois isso me ajudou a evoluir, do nível humano ao nível espiritualizado.

Dou razão a todas as pessoas que rejeitaram o meu amor e minhas boas intenções, pois reconheço que é um direito que assiste a cada um não me corresponder e me afastar de suas vidas.

Agora, sinceramente, peço perdão a todas as pessoas a quem, de alguma forma, consciente e inconscientemente, eu ofendi, injuriei, prejudiquei ou desagradei.

Analisando e fazendo julgamento de tudo que realizei ao longo da minha vida, vejo que o valor das minhas boas ações é suficiente para pagar todas as minhas dívidas e resgatar todas as minhas culpas, deixando um saldo positivo a meu favor.

Sinto-me em paz com minha consciência.

'Per Crucem ad Lucem'





Imagem: Ibisco Branco - A Flor do Perdão (Fotografada em Janeiro de 2009)

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