(Mário Quintana)

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terça-feira, 17 de agosto de 2010

Podes Partir

© Walmir Lima
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Há momentos em que talvez eu escreva e aponte mais o lado melancólico da vida. No fundo, mesmo, não esqueço a face da alegria, do humor, que, na verdade, me caracteriza no cotidiano. Porém, há certas coisas e certas fases em que é preciso falar, gritar, por pra fora, romper... e exorcizar o passado.

Podes Partir

Deixa ficar comigo
A madrugada,
A vitrola, o disco,
O crepitar do fogo,
Teu cheiro à volta
E o lume do teu peito

Depois, podes partir.
De nada mais preciso
Para viver minha ilusão
De paraíso




Bilhete
Quebrei o teu prato,
Tranquei o meu quarto
Bebi teu licor
Arrumei a sala,
Já fiz tua mala
Pus no corredor

Eu limpei minha vida,
Te tirei do meu corpo
Te tirei das entranhas
Fiz um tipo de aborto
E por fim nosso caso acabou,
Está morto

Jogue a cópia da chave
Por debaixo da porta
Que é pra não ter motivo
De pensar numa volta
Fique junto dos teus
Boa sorte, adeus

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